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Economia Global

EUA anunciam taxação de 50% sobre produtos brasileiros em resposta a políticas comerciais

01 de Agosto de 2025 Economia Por Redação WKA

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira a imposição de tarifas de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, em mais um capítulo da crescente tensão comercial entre os dois países.

A medida, que entra em vigor em 30 dias, afeta principalmente setores como aço, suco de laranja, café e calçados. A decisão vem como resposta ao que os EUA classificam como "práticas comerciais desleais" por parte do Brasil.

Impacto na economia brasileira

Analistas estimam que a medida pode causar um impacto imediato de US$ 2,5 bilhões nas exportações brasileiras para os EUA, que totalizaram US$ 28,6 bilhões no ano passado.

"Esta é a maior medida protecionista contra produtos brasileiros desde 2019. O impacto será sentido principalmente pelos pequenos e médios exportadores", afirmou o ministro da Economia em coletiva de imprensa.

O setor siderúrgico será um dos mais afetados, com tarifas que saltam de 10% para 50% sobre produtos como chapas de aço e tubos. A indústria calçadista também enfrentará desafios, já que os EUA são o segundo maior destino das exportações do setor.

Reação do governo brasileiro

O Palácio do Planalto já anunciou que prepara medidas de retaliação, que podem incluir aumento de tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos e a aceleração de negociações comerciais com outros blocos econômicos.

O Itamaraty convocou o embaixador dos EUA para explicações e afirmou que levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso as tarifas sejam implementadas.

"O Brasil não aceitará medidas unilaterais que violem as regras do comércio internacional. Tomaremos todas as medidas necessárias para defender nossos interesses", declarou o chanceler brasileiro.

Próximos passos

Especialistas acreditam que ainda há espaço para negociação antes da implementação das tarifas. Uma delegação brasileira deve viajar para Washington na próxima semana para tentar reverter a decisão.

Enquanto isso, associações industriais já se reúnem para avaliar estratégias de mitigação, incluindo a diversificação de mercados e o aumento da competitividade.